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vida espiritual: vêr Deus com o Amor de Jesus na Cruz, 30.3.2014

Sermão IV° Domingo Lætare [42] 30 março 2014 Zurique
Leitura Gal 4,22-31
Evangelho João 6,1-15

A primeira palavra

Na quinta-feira da semana passada era a metade da Quaresma, e a leitura do profeta Jeremias nos advertiu de não nos iludirmos invocando o lugar santo. Na quinta-feira era também a memoria de são João Damasceno que defendeu o culto das imagens.
A estação quinta-feira era em São Cosme e São Damião, médicos apostólicos. Seu nomes significam enfeite e homem de casa.
A inteleto
Era uma controvérsia teológica sobre a legitimitade das imagens sacras, e são João Damasceno era a favor delas. Seu evangelho leva por isso a cura da mão seca para ilustrar a obra de Deus (Luc 6,6-11). Precisamos da mão para pintar, e se não podem todos construir igrejas, ao menos podem pintá-las. A imagem sacra é expressão de nossa inteligência da fé. Precisamos conhecer a Deus e mostramo-lo em desenhos. Nas imagens de crianças vemos sua percepção do mundo, quer material, quer formal: quais objetos pintam e como pintam. Mostram tanto o interesse específico (interno, fé) quanto a habilidade pessoal (externo, culto).
B verdade
O interesse específico mostra a fé: qual idéia tenho da Igreja, das coisas de Deus? Quando foi na paróquia havia ali um rapaz que desenhava muito bem, e embora seus pais não fossem praticantes, o menino era muito atento e sabia exactamente as coisas de Deus, ao ponto que desejava ficar dentro da aula quando quis pô-lo fora por mau comportamento.

Deus defendia fazer imagens morais Dele (como nós fazemo-Lo com nossa vida), mas Deus não defende fazer imagens práticas, que são os ritos. Com o culto que Jesus mesmo institiu Deus quer puxar nós com símbolos e senhas: nós vemos uma linda igreja e entramos, encontramos uma freira que cura nossas chagas, e vemos o Amor de Deus. Também os Santos são imagens sacras! Pois pintar nossas experiências é sinal de gratidão, pode também ser apostolado, ou uma ajuda para chegar ao fim. Quando fiz o sermão quinta-feira olhei para as estações da via sacra e para Aparição da Imaculada Conceição para louvar o trabalho da Estela, e nesse momento quando percebi o verniz da Nossa Senhora, tive a idéia pelo sermão de hoje.
A imagem perfeita nos leva a Deus: encontramos sua sugestão.
C gratidão
Deus se mostra, Deus nos dá sua graça, e nós recebemos, e dizemos que recebemos. Mostramos com nossa vida. Mostramos com Igrejas. Mostramos com ofertas. O que Deus não quer é que mudemos sua palavra, Ele é Ele. Fazer imagem proibida era dizer que Deus pretende coisas impossíveis, negar sua onipotência, pretender sua confirmação por nossos pecados: Deus quer a todos e não lhe importa da minha escolha sexual. Fazer imagem proibida é nossa vida contrária a sua Lei. Abortar e luxúria, roubo é mentira, apostasia e incredulidade. Não há Deus. Como critica o salmo ......, como duvidou Moisés, como pensava Saulo. A imagem perfeita de Deus é Jesus na Cruz, que celebramos na Santa Missa. Os protestantes são incrédulos e ingratos, e os que perdem a Missa também. Nós porém insistimos na Liturgia tradicional que mostra o mistério de Deus que é inconcebível para o inteleto, mas amado e cultivado pela alma fiel. A alma precisa da imagem sacra para não perder-se no mundo hóstil a Deus.

O fiel católico que prática a religião na liturgia é o enfeite de Deus, e nós invocamos com graça o templo de Deus quando temos o beneplácito de Deus, quando vamos na Igreja não com nossas idéias perversas e nossos pecados, mas com desejo da divina graça que provêm do eterno Amor. São Cosme e São Damião mostram a obra de Jesus na Igreja católica. Eles eram martirizados por haverem curado ao nome de Jesus e eram acusados de magia.

Jesus sabia o que estava fazendo: Deus quer mostrar seu Amor na santíssima Eucaristia e nos santos que vivem de Seu Nome. Nós somos Damião se partilhamos, nós somos Cosme se falamos e espalhamos as maravilhas de Deus.

Eu fui nesta Igréja por acaso – porque era atraído da casa sacra – o dia 12 outubro 1999. Vejam na ápice o Mestre Jesus que recebe os dois santos apresentados por são Pedro e são Paulo, em cima de uns dez cordeiros, uma imagem pela missão na glória de Jesus para curar as doênças corporais e espirituais.

Os cordeiros prefiguram o sacrifício eucarístico dos sacerdotes para dispensar os sacramentos. O Evangelho da cura da sogra de Simão ouvimos duas vezes: quinta-feira passada – à metade da Quaresma – e sábado dos Quatro-Tempos de Pentecoste, fim do cíclo pascal: a Igreja católica vive de Jesus no seu meio e olha a Jesus sua plenitude. A Igreja é curada na Quaresma e serve Jesus Ressuscitado. A oração da Missa menciona os Santos, o que é singular, para evocar a honra de Jesus na Igreja católica.
Se olhardes bem vereis que os Cordeiros não são desenhados à maneira conhecida, muitos ícones não mostram a realidade física, mas o conceito espiritual. As imagens são perfeitas quando nos encontramo-nos em Jesus Cristo !

Amen.

www.youtube.com/watch

www.cosmadamiano.com

Resumo
Os incrédulos combatem as imagens, porque ignoram a Deus.
As crianças mostram o interesse e o amor pelos desenhos.

Nossa vida segundo os conceitos de Jesus é seu enfeite público.

A imagem perfeita de Deus é Jesus na santa Cruz. Jesus é escondido no mistério litúrgico que é uma mostra de gratidão pelo Amor recebido.

As imagens proibidas são as feitas nas nossas cabeças.