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Plaisch

vida espiritual: a graça chega por homens santos 23.3.2014

Sermão III° Domingo da Quaresma [35] 23 março 2014 Zurique
Leitura Eph 5,1-9
Evang. Luc 11,14-28

A 3° semana de março é a de São José, e meditaremos hoje seu título nas Ladainhas luz dos Patriarcas, o que significa, junto ao verso no salmo 44 diffusa est gratia in labiis tuis ? A terceira semana da Quaresma é a semana medicinal, sentimos os efetos da graça sobre a qual testemunha são João no monte Tabor.
A Deus vos cumulou das bênçãos eternas
Nos capítulos 45-50, Jesus Siraq (Eclesiástico) descreve as personagens antigas como Moisés, os Juízes, Josias, e muitos outros. O mais lungo elógio recebe o sacerdote Aarão : o nome significa sucessor. São José é o modelo do sacerdócio, porque ele pudeu levar Jesus nas suas mãos. São José olha o objeto da fé que fez a justiça de Abrão. O título luz dos Patriarcas é fundado no salmo 44.3 onde lemos: Expande-se a graça em vossos lábios, pelo que Deus vos cumulou de bênçãos eternas. São José é os lábios, Abrão é a graça. Jesus reúne as duas realdades: Ele profere as bênçaos eternas, que eram anunciadas por Moisés e celebradas por Aarão.

B Moisés modelo de santidade
A leitura na Messa de são José refere o elógio de Jesus Siraq sobre Moisés. A Igreja atribui estos versos a são José para exaltar-o porque viu corporalmente em Jesus as promessas feitas a Moisés: santificou-o pela sua fé e mansidão, escolheu-o entre todos os homens. O mesmo Jesus é Autor da Lei que recebeu Moisés, por isso são José leva o título luz dos Patriarcas.

Em são José vemos a benção eterna que Jacó teve de Isaaq por intercessão de sua mãe Rebeca. Jesus era também esta bênção, e leva na missa de são José o título desejo das colinas eternas.
A função de Aarão era de levar trás as gerações estas bênçãos. Jesus reúne todas em si mesmo, porque Ele é a mesma origem de tudo.

São José é pater regis a origem visível da benção na terra, exprimida pelo salmo 44: diffusa est gratia in labiis tuis. Os lábios são a parte exterior da boca que deixam sair o som. Conhecemos todos a homens com lábios comprimidos – que são zangados, ou lábios meio-abertos dos amigos. A graça nos lábios é a divina graça no servidor de Deus em carne humana: Jesus.
C uma pessoa com duas naturezas
Tudo isso é para entender o capítulo 11 de são Lucas: se trata da união do reino de Deus. A união do reino procede da palavra da fé, que os sacerdotes fazem sentir nas bênçãos. Jesus que cura é o ápice dos Patriarcas e age no sacerdócio da Nova Aliança.

Os doutores da Lei não eram unidos em qualificar a Jesus timebant quia Prophetam habuerunt Jesum. A união vem de Deus que odéia qualquer perversão. Para ficarmos certos sobre a origem das curas devemos aderir à liturgia da Igreja católica, que é o sinal de Jonas: o homem (de Deus) na besta do mar (sociedade). Jesus une-se com os homens para santificar-los.

O sinal que pretenderam os Judeus é Jesus mesmo no santíssimo Sacramento. Nao é mais nós que agimos, mas é Cristo que deve viver em nós, por isso o sumo Sacerdote leva umas vestes esplêndidas, e a limpidez da Igreja traduz a perfeita paz que reina nos discípulos. Onde é paz e ordem, reina Deus. Amen.
Eclesiástico, capítulo 45
7 Exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. 8 Fez com ele uma aliança eterna, deu-lhe o sacerdócio do seu povo, e cumulou-o de felicidade e de glória. 9 Adornou-o com um cinto de honra, revestiu-o de um manto de glória, coroou-o com todo esse aparato majestoso. 10 Deu-lhe a longa túnica, a túnica inferior e o efod, cujas bordas eram ornadas de numerosas campainhas, 11 que deviam retinir, quando ele andasse, e se ouvisse o seu som no templo, para advertir os filhos de seu povo. 12 Deu-lhe uma túnica santa, tecida de ouro, de pedras preciosas e de púrpura, obra de um homem sábio, dotado de juízo e de verdade. 13 Era uma obra de artista, de fio de escarlate, com doze pedras preciosas engastadas no ouro, gravadas pelo trabalho do lapidador, em memória das doze tribos de Israel. 14 Sobre sua tiara colocou uma coroa de ouro, onde estava gravado o cunho da santidade, da glória e da honra; era uma obra majestosa, adorno que encantava os olhos. 15 Nunca antes dele houve coisa tão magnífica, desde o princípio do mundo. 16 Nenhum estranho dele se revestiu, mas somente os seus filhos, e os filhos de seus filhos no decorrer dos tempos. 17 Os sacrifícios foram diariamente consumidos pelo fogo. 18 Moisés o investiu e o ungiu com o óleo santo. 19 Deus fez com ele e com sua raça uma aliança eterna, que durará tanto quanto os dias do céu, para exercer o sacerdócio, para cantar os louvores do Senhor, e abençoar solenemente o seu povo em seu nome. 20 Escolheu-o entre todos os viventes para oferecer a Deus o sacrifício, o incenso e o perfume da lembrança, e para fazer a expiação em favor do seu povo. 21 Deu-lhe autoridade sobre seus preceitos, e sobre as disposições dos seus julgamentos, para ensinar a Jacó seus mandamentos, e explicar sua lei a Israel. 22 Estrangeiros conspiraram contra ele; por inveja, homens o cercaram no deserto, que eram do partido de Datã e Abiron, e da facção furiosa de Coré. 23 Viu isso o Senhor, e não lhe agradou, e foram destruídos pela impetuosidade de sua cólera. 24 Fez prodígios contra eles, e a chama de seu fogo os devorou. 25 Aumentou ainda mais a glória de Aarão: deu-lhe uma herança, destinou-lhe as primícias dos frutos da terra. 26 Antes de tudo, preparou-lhes alimento em abundância, pois devem comer os sacrifícios do Senhor, os quais deu a ele e à sua posteridade. 27 Mas ele não tem herança na terra das nações, não tem porção entre seu povo, pois (o Senhor) mesmo é o quinhão de sua herança.

Resumo
São José é chamado Luz dos Patriarcas porque veu em Jesus o ápice das promessas messiânicas.

Em Jesus chega o pai eterno que fez falar os profetas e faz falar os sacerdotes na Igreja católica. O mundo incrédulo não aceita os milagres de Jesus e continua sua vida perversa, dizendo que Jesus caça os demônios com o Satanás mesmo.

Na virtude da fé sacrificamos nosso inteleto e unimo-nos com a Igreja católica que é a sociedade santa que ouve a pregação de Jonás. Aqueles são os parentes de Jesus que trazem a graça nas mãos e fogem a perversão do pecado.