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Plaisch

vida espiritual: a cabana no monte Tabor é a humilde Virgem Maria 20.4.2014

Sermão Domingo da Resurreição [63] 20.4.2014 Luzerna
Leitura 1 Kor 5,7-8
Evangelho Marc. 16,1-7

Antes do levar do sol

O poder pastoral entregue ao povo novo

Você me quer mais do que os outros? Esta pergunta enigmática de Jesus a são Pedro a nós concerne também: somos interessados no que vem de Deus? você quer ouvir o que te digo? o amor é a resposta a conhecimento. A pergunta de Jesus é subjetiva ou objetiva? Jesus quer saber de Pedro seu poder de amá-O ou quer saber se Pedro amava a Jesus sobre tudo?
A primeiro passo do Mestre
Na Quinta-Feira santa percebemos que Jesus toma as voltas da Igreja e lava os pés de são Pedro qual prova de confirmá-lo. Os discípulos são já partilhantes de Jesus (internamente), e agora Jesus o marcou publicamente. Como na consegração episcopal o crisma na cabeça efetua a união hipostática, assim antes de mandá-lhes les lava os pés para indicar sua messianidade.
Neste momento Jesus diz algo a são Pedro que então retomará depois da Páscoa, no capítulo 21 do mesmo Evangelho: Agora você não sabe, e quando eras mais novo, fazias o que querias, mas mais tarde um outro te manderá para onde você não quer ir.
Pedro disse pois na Ceia: pois, também a cabeça e as mãos. Vemos como são Pedro é total, ele quer ir ao fim no momento mesmo que vê o fim. Também vemos os três elementos: pés, mãos e cabeça: o número três é onipresente e desenha os fatores da qualquer existência.
B nossa resposta: entrar
O que pois representam pés [1] e mãos e cabeça em conexão dos cordeiros e das ovelhas? Evidentemente, os pés andam, eles devem iniciar um progresso. Os pés significam a posição espiritual: eu sigo o conselho evangélico [2].
Jesus pergunta a Pedro sobre o amor maior, porque o amor de Jesus quer chegar ao fim [3]. Pedro deve levar o amor de Jesus além dos discípulos presentes, o amor de Jesus não suporta a restrição à presença histórica, a vida própria não é fim a se mesma.
A tripla pergunta segue a terceira aparição pascal: são Pedro experimentou o milagre, e recebe a missão que Jesus se reservava antes da Páscoa. Quando somos crianças muito percebemos e fazemos sem dar-nos conta das consequências, e na Páscoa litúrgica entramos na luz o destino que a Divina Providência nos reservou.
Pedro quis pescar, mas não consegiu, e diz que não teve nada, e com a palavra de Jesus se empenha outra vez, e logo a rede se enche de peixes grandes e pequenos. Sem Jesus nada conseguimos, na palavra autoritária todo resulta facilmente.
C O amor de Deus vem morar em mim antes que eu perceba
Mais tarde você comprenderá. Mais tarde você irá onde não quer. Mais tarde. Páscoa é mais tarde, os outros são mais tarde. Na Igreja nós pensamos na vida do dia além. Jesus mandando duas vezes apascentar os cordeiros diz a são Pedro: leva cuidado do que supera teu poder [4]. Tudo é duplo: em Deus, e nos homens.

Diversamente dos comentários conhecidos queria ordenar a tripla pergunta às três loca agnitionis : à santissima Virgem e Mãe de Deus Maria, à Maria de Alfeu e à Maria Madalena. As três ordens análogas têm seu fundamento na cena no Tabor. Ali são Pedro propûs de costruir três capanhas, sem saber o que estava dizendo [5]; agora já não deve costruir capanhas de pedras, mas cuidar dos seres espirituais que moreriam nas capanhas. Porque a Igreja católica é a nova casa Israël. Maria de Alfeu está por são Tiago e os cordeiros lembram a lei antiga e seus atores liturgicos: os Apóstolos que tiram os pecados e restabelecem a honra de Deus. Os cordeiros representam os filhos de Israël e as ovelhas seu cuidado comum: a honra de Deus e a salvação das almas.

São João assume um lugar de São Mateo: nunca o discípulo preferido fala do culto no templo, somente de si mesmo e de seu Pai. João como Apóstolo místico realiza a passagem da promessa à realização: a figura da antiga Lei já não vale mais, mas a ação de Jesus na Igreja católica.

O capítulo sobre o dia novo [6] na mão de Deus conclui com a admoestação de seguir Jesus e de deixar João assim até a segunda vinda de Jesus. João representa as ovelhas (como Madalena), o que deve pertencer aos pastores, o que chega cada dia e que os homens não podem contar e que muito valem nos olhos de Deus.

Quarta-feira de Páscoa [66] a estação é em são Lourenço no Cemitério: o lugar litúrgico onde a nova lei vige. A quarta é também o dia dos apóstolos e da paternidade: como mais tarde dirá São Sixto a São Lourenço de seguir-o, assim são Pedro é determinado a glorificar a Deus por sua morte que não conhece e que já é gravada na glória de Deus.

66 é o número da misericórdia, Pedro é empenhado por Deus [7], por Pedro os fiéis são admitidos na Igreja. O fundamento é feito na Quinta-Santa, e a conferma segue na terceira Aparição pascal, a remarca que Jesus se manifestou assim concerne a maneira de pascolar:
merecer a vida eterna por conselho do Espírito Santo.

Como pessoas pascais queremos trabalhar a proveito de Jesus e cuidar primeiramente da sua divina caridade. Amen.

Referecias no texto
[1] Porque na liturgia lava-se somente um pé? Porque no caminho um pé toca o chão depois do outro, precisa seguir Jesus com o primeiro (unico) pé, e cada pé é ortpedicamente de mesmo valor, não pode o pé direit fazer dez passos sem que siga o esquerdo. O pé unico é expressão da união apostólica.
[2] Abraham foi mandado a fazer uma viagem, e Tobias também foi mandado procurar o dinheiro no exilo, e trazer Sara pra casa. O dinheiro era um pretexto para significar o bom precioso que é a fé na Resurreição de Jesus.
[3] Jesus amou os seus até o fim, in finem dilexit eos (João 13)
[4] como Jesus olhou sobre a multidão das pessoas antes de multiplicar os paõs [42], os discípulos porém não saviam como dessem a comer à gente.
[5] No segundo domingo da Quaresma, Jesus proibeu de falar sobre os projeitos justos de são Pedro até Jesus for ressuscitado.
[6] Número simbólico é 89, como o capítulo 21 em São João, que é o 98° de todos os Evangelhos. No salmo 89 estará escrito: dirige a obra de nossas mãos 89 no embolísmo depois do Pai Nosso na hora canônica Primeira.
[7] 2 x 33, vê também sexta-feira da segunda semana, a vinda do herdeiro (estação 33). Salmo 66: Deus misereatur nostri et benedicat nobis et illuminet vultum suum super nos, ut cognoscamus in terra viam tuam in omnibus gentibus salutare tuum.

Evangelho de São João, capítulo 21
A terceira manifestação pascal
1 Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo: 2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos. 3 Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe eles: Também nós vamos contigo. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam. 4 Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram. 5 Perguntou-lhes Jesus: Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer? Não, responderam-lhe. 6 Disse-lhes ele: Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes. 7 Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas. 8 Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados). 9 Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão. 10 Disse-lhes Jesus: Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes. 11 Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. 12 Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: Quem és tu?, pois bem sabiam que era o Senhor. 13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe. 14 Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.

ordem de pascentar
15 Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 16 Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 17 Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. 18 Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. 19 Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!
Fim do apostolado
20 Voltando-se Pedro, viu que o seguia aquele discípulo que Jesus amava (aquele que estivera reclinado sobre o seu peito, durante a ceia, e lhe perguntara: Senhor, quem é que te há de trair?). 21 Vendo-o, Pedro perguntou a Jesus: Senhor, e este? Que será dele? 22 Respondeu-lhe Jesus: Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha? Segue-me tu. 23 Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse: Não morrerá, mas: Que te importa se quero que ele fique assim até que eu venha? 24 Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho. 25 Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.