PESSOAS QUE VIVEM SEM COMER

PESSOAS QUE VIVEM SEM COMER

Viver sem se alimentar, sem comer, e ainda por cima crescer (no caso de ocorrer com jovens) parece desafiar totalmente as leis da natureza. Em Parapsicologia este fenômeno é chamado inédia. Casos muito bem comprovados de pessoas que ficaram muitos anos sem comer nem beber não são tão raros: aconteceu isso com Alexandrina Moreira da Costa, Maria Rosalina, Teresa Neumann Mollie Fagner, Zélia Borriou, entre outras.

No Brasil, um caso de inédia muito conhecido é o de Lola (Floripes Dornelles de Jesus), moradora da cidade de Rio Pomba, MG. Após um acidente – caiu de uma jabuticabeira – ficou quase totalmente paralítica. A partir daí, começou a alimentar-se muito mal. Lola foi diminuindo a alimentação gradativamente até o jejum completo, quando seu único alimento passou a ser a Hóstia da Comunhão diária. Na cama, Lola passava o tempo todo sentada, amparada por travesseiros, fazendo crochê e rezando.

Posturas das mais diversas foram tomadas perante os casos de inédia. Alguns teólogos aceitam o fenômeno. Segundo as circunstâncias, o atribuem a Deus ou ao Diabo. O jejum total de Teresa Neumann foi interpretado como milagre. Já o caso de Giri Bala, que nada come ou bebe há mais de 60 anos, é encarado como diabólico!

A Parapsicologia, tendo descoberto, em primeiro lugar, que as inédias se produzem em todas as partes e em qualquer ambiente, deduziu que logicamente tem causas naturais. Eis alguns argumentos da Parapsicologia em favor da explicação natural do fenômeno:

1.º) Entre os místicos católicos com inédia predominam as mulheres. Em todos os casos de inédia entre os não católicos ou sem conotação religiosa, trata-se sempre de mulheres. Teriam importância os hormônios femininos?

2.º) Em geral a doente foi submetida a uma dura prova moral, ou tem algum motivo para estar obsessa por uma idéia dolorosa.

3.º) Os pródromos ou caminhos que levam à inédia podem resumir-se assim: problema psicológico; caso não seja curado, este problema leva à anorexia (rejeição de alimentação); esta se não curada, leva à morte, mas em algum caso muito raro sobrevivem o fenômeno parapsicológico da inédia. Neste caso, podem sobreviver muitos e muitos anos sem comer nem beber.

4.º) São pessoas que poupam energia. Ficam sempre na cama. Há, porém, plena atividade mental.

5.º) Alimentam-se de suas próprias reservas: vão, materialmente, comendo a si mesmas. Ficam reduzidas a ossos e pele... Enquanto ficar um pouquinho de carne sobre os ossos, há possibilidade de continuarem vivendo.

6.º) Podemos citar em analogia com a inédia, os animais hibernantes. E essa “inédia” dos animais, embora menos duradoura, não pode ser considerada como fenômeno sobrenatural.

Os grandes místicos podem ser, ao mesmo tempo, santos e doentes. Uma coisa não exclui a outra.

A inédia é fenômeno humano parapsicológico e, como tal, sintoma doentio.

Por Luiz Roberto Turatti, aluno do CLAP – Centro Latino-Americano de Parapsicologia, dirigido pelo revolucionário Prof. Dr. Padre Oscar González-Quevedo, S.J.

ESSE ARTIGO JÁ FOI PUBLICADO EM:

“Jornal de Araras”, Araras, SP (Brasil), sexta-feira, 01/11/1991;

“Tribuna do Povo”, Araras, SP (Brasil), sábado, 19/02/1994;

USINA DE LETRAS (usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=TURATTI).

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“Fora da VERDADE não há CARIDADE nem, muito menos, SALVAÇÃO!” (Luiz Roberto Turatti).

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