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Giani foi demitido por ter executado ordens de Francisco

Domenico Giani, ex-comandante da Gendarmaria do Vaticano, é uma vítima das intrigas do palácio, escreve Marco Tosatti (16 de outubro).

Em 1º de outubro, o raid realizado pela Gendarmaria de Giani na seção econômica ultrassecreta da Secretaria de Estado foi apenas a oportunidade de se livrar dele.

Esta seção administra mais dinheiro que o Banco do Vaticano. Segundo Tosatti, nem mesmo Francisco tem acesso a ele.

O raid foi ordenado por Francisco, que tem um histórico de repúdio daqueles que cumprem suas ordens, relata Tosatti.

Ele lista o cardeal Pell, a quem Francisco nomeou à Secretaria para a Economia para minar sua posição, ou o cardeal Burke, que foi instruído a limpar a Ordem de Malta, apenas para ser apunhalado por Francisco.

Os inimigos de Giani na corte de Francisco - Tosatti menciona o cardeal Becciu e o arcebispo Peña Parra - o acusaram de suas relações com os serviços secretos e da disciplina "exagerada" da Gendarmaria. Existe ainda uma rivalidade de longa data entre a Gendarmaria e a Guarda Suíça.

Inicialmente Francisco não confiava em Giani, mas depois [esse último] se tornou "muito importante" para ele. Todavia, Tosatti explica que era fácil para os inimigos de Giani manipular "um personagem sombrio" como Francisco, dizendo a ele que o raid de 1º de outubro foi direcionado contra ele.

Além disso, Giani também foi demitido para atingir outra pessoa. Segundo Gloria.tv, o alvo é o Banco do Vaticano, cujo pedido desencadeou o raid.

Tosatti chama isso de "uma guerra de gangues que eclodiu em torno do monarca".

Fotografia: Domenico Giani, © DaveLarssonn, CC BY-SA, #newsYckffxuogq