Martin Mosebach: Arte católica mostra bonecas sem olhos

A Igreja enganou-se ao não ver "nenhum perigo na arte secularizada", escreve o escritor alemão Martin Mosebach (Communio, junho de 2024).

Segundo Mosebach, após o chamado "Iluminismo", os artistas recusaram-se a receber instruções sobre como pintar arte sacra e recusaram-se a seguir a tradição da arte sacra. Eles "abraçaram uma teologia que dissolvia o Evangelho no abstrato-filosófico ou secular-político".

Esta arte estava de acordo com uma "Igreja que se aproximava cada vez mais do zeitgeist areligioso". Entretanto, até a cruz se tornou "demasiado intrusiva" para muitos artistas [e clérigos] e "cheira demasiado assustadoramente a sangue e a sacrifício".

Mosebach aponta o problema principal: o clero já não sabe como se relacionar com Jesus Cristo, a segunda pessoa da Trindade.

Se muitos bispos e padres não sabem lidar com a tradição da Igreja, nomeadamente com a vontade do cristianismo primitivo de transmitir uma imagem autêntica de Jesus, "como é que se pode esperar dos artistas outra coisa que não sejam cadáveres fracamente desenhados ou bonecos sem olhos montados em frente a cruzes?

Tradução de IA
Maria Lindinalva Soares
Esta arte que aparece na imagem é do padre que abusou de freiras.