O INCONSCIENTE DESVENDADO

O INCONSCIENTE DESVENDADO

O nosso inconsciente lembra-se de coisas que conhecemos quando ainda não tínhamos uso da razão. As lembranças podem referir-se inclusive a sensações quando criança de colo! Uma família estava confusa pelo acontecido com uma das filhas, jovem de 16 anos. Fora a uma escola e percebera que já a conhecia, apesar de nunca ter estado nela! As professoras do centro fizeram naquele mesmo momento algumas experiências. Só uma falha: a jovem disse que uma sala era o gabinete da diretora e, na realidade, era de uso da encarregada da limpeza. Os familiares estavam angustiados, porque alguns espíritas tinham-lhes dito que isso era prova evidente (?!) de que a menina tinha estado naquele colégio na anterior reencarnação (?!), heresia que eles, como católicos, não podiam admitir.

O nosso diretor, Padre Oscar Quevedo, comprovou que só durante o primeiro ano de funcionamento da escola aquele quarto que a jovem designava como gabinete da diretora o fora de fato. Atualmente nenhuma das professoras do colégio sabia disso, pois todas eram mais recentes na casa. E foi precisamente naquele ano da inauguração que uma tia da jovem esteve visitando a escola, levando-a no colo, então uma criancinha de um ano de idade.

Há experiências vitoriosas de ler para um menino, às vezes mesmo de poucos dias, um longo parágrafo de um livro e, passados vários anos, fazer-lhe repetir, em hipnose, o mesmo parágrafo.

Lembra-se até do “não percebido”. Possivelmente não existe algum estado de tal “desmemorização” que possa atingir o inconsciente. Uma doente, depois de violenta crise provocada por uma emoção, esquece tudo, desde um mês antes da crise (amnésia retrógrada), e depois não pode fixar nada nem guardar nenhuma lembrança (amnésia atual). Charcot, o célebre investigador do hipnotismo em doentes, analisa assim o caso em aula: “Esta mulher, que conseguimos hipnotizar, encontra durante a hipnose todos os fatos sucedidos até o presente momento, e todas as lembranças revivem associadas, sistematizadas, ininterruptas, de modo que formam uma trama contínua e como que um segundo ‘eu’, que contrasta estranhamente como o ‘eu’ oficial”.

O inconsciente aprende imediatamente coisas complexas. Um açougueiro, num acesso de mania, recitava páginas inteira da “Fedra” de Racine. Curado, por mais esforços que fizesse, não conseguia recordar-se de um verso sequer. Comprovou-se que ouviu uma só vez a leitura dessa tragédia, quando criança.

Por Luiz Roberto Turatti, aluno do CLAP – Centro Latino-Americano de Parapsicologia, dirigido pelo revolucionário Prof. Dr. Padre Oscar González-Quevedo, S.J.

ESSE ARTIGO JÁ FOI PUBLICADO EM:

“Tribuna do Povo”, Araras, SP (Brasil), sábado, 20/08/1994;

“Opinião Jornal”, Araras, SP (Brasil), quarta-feira, 17/12/1997;

USINA DE LETRAS (usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=TURATTI).

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“Fora da VERDADE não há CARIDADE nem, muito menos, SALVAÇÃO!” (Luiz Roberto Turatti).

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