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A Eucaristia - Palavras da Promessa.

AUDIOBOOK: - A EUCARISTIA é o sacramento do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor sob as espécies do pão e do vinho, ou, por outras palavras, é Nosso Senhor vivo e verdadeiro assim como esta no céu.
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Se quisermos acreditar no Evangelho, devemos também crer na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, pois, mais claro não podia ele Ter falado, tanto quando prometeu este sacramento, como quando o instituiu.
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- Palavras da promessa. Era o dia seguinte ao da multiplicação dos cinco pães, e Jesus, estando em Cafarnaum, começou a dizer ao povo que O cercava: - "Eu sou o pão vivo que desci do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne pela vida do mundo, isto é, imolada pela vida do mundo". (Jo 6, 52 ).
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Esta palavras significam claramente que Jesus queria dar em alimento o seu corpo verdadeiro e real e não somente uma figura ou imagem do mesmo. Os seus mesmos ouvintes desta maneira interpretaram as suas palavras e, ficando escandalizados, exclamaram: - "Como pode Este dar-nos a sua carne a comer?" (Jo 6, 53 ).
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- Antes de chegarmos à resposta de Jesus, cumpre-nos notar o seguinte: - Quando os ouvintes, por simplicidade ou ignorância, não tinha bem compreendido o verdadeiro significado de Suas palavras, costuma Ele explicar a Sua doutrina, especialmente em se tratando de coisas, Que se refere à salvação eterna, afim de que os discípulos não incorressem no erro. (Disto se encontram exemplos em Jo 3, 3-8, e Mt 16, 6-12
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- Pelo contrário, quando a sua doutrina tinha sido bem compreendida, embora desagradasse aos ouvintes, ainda mais energicamente costumava repeti-la. (A respeito se encontram exemplos em Mt 3, 2-7, e em Jo 8, 51-59).
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- E agora ouçamos a resposta que dá aos judeus, que lhe perguntam: - "Como nos pode dar a sua carne a comer?"
- E Jesus Responde: - "Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. - Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia, porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu Sangue verdadeiramente bebida".
- O que foi o mesmo que lhes dizer: - Não somente vos posso dar a minha carne a comer e o meu sangue a beber, mas disto vos imponho um preceito sob pena de morte eterna.
- Queria, portanto, que as suas palavras fossem tomadas ao pé da letra.
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- A semelhantes insistências do Divino Mestre, muitos discípulos se revoltam e clamam: - "É duro este discurso e quem o pode ouvir?"
- Por que o achavam duro? - Porque eles também não podiam compreender como pudesse Jesus dar a sua carne a comer e o seu sangue a beber; e, não querendo admitir tantos prodígios, o abandonaram.
- E acaso Jesus o detêm? - Não. Pelo contrário volta-se aos doze Apóstolos e diz: - "quereis vós também retirar-vos?" - Como se quisesse dizer: - "Quereis ou não quereis crer que eu vos darei a minha carne a comer e o meu sangue a beber? - Se não quereis crer, ide embora com os outros".
- Foi então que S. Pedro em nome dos doze, exclamou: - "mestre, para quem iremos? - SÓ Tu tens palavras de vida eterna; e nós temos crido e reconhecido que és o Cristo, o Filho de Deus. (Jo 6, 70 ).
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- Com esta resposta também S. Pedro declarou que nada tinha compreendido com relação ao mistério que Jesus acabava de revelar, contudo, acreditava, porque sabia que Jesus era o Filho de Deus.
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- Reflitamos um pouco sobre este fato da apostasia dos discípulos. Abandonam a Jesus, porque não querem admitir que Ele possa dar a comer a sua própria carne e a beber o seu próprio sangue.
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- Ora, suponhamos que tivessem compreendido mal as palavras de Jesus, não devia Ele explicar-se melhor?
- Que lhe custava dizer: - Não vades embora, pois não é do meu próprio corpo nem do meu próprio sangue que falo, e sim apenas tenciono vos dar a comer um pedaço de pão e a beber um pouco de vinho, como figura do meu corpo e do meu sangue.
- E isto teria sido bastante para impedir que aqueles discípulos O abandonassem. - Jesus, porém, não deu esta explicação; Jesus que veio para salvar as almas, permitiu que caíssem num abismo de misérias. Pelo que cumpre dizer que prometeu dar a comer o seu próprio corpo e a beber o seu próprio sangue, pois era assim justamente que aqueles discípulos tinham compreendido as suas palavras e era por isso que O abandonavam.
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-- FREI DAMIÃO DE BOZZANO, Missionário Capuchinho - "EM DEFESA DA FÉ"